Comunidades do Maranhão lutam para oficializar Resex Tauá-Mirim
Brasil: No dia 17 de janeiro, comunidades tradicionais do Maranhão, unidas a entidades e movimentos da sociedade civil que as apoiam, realizaram na cidade de São Luís uma plenária para fortalecer o pedido de decretação oficial da Resex pelo governo do Maranhão
Em maio de 2025, Salve a Floresta se uniu aos povos e comunidades tradicionais da ilha de São Luís, capital do Maranhão, na Amazônia brasileira, para exigir, por meio de uma petição internacional, que o governo daquele estado crie legalmente a Reserva Extrativista Tauá-Mirim (Resex). A petição iniciada naquela data já conta com mais de 65 mil assinaturas, e pela importância da Resex para a preservação das florestas, manguezais, águas e florestas da região, pode receber ainda mais adesões. A Resex é uma modalidade de Unidade de Conservação no Brasil criada para proteger a natureza e garantir os direitos dos povos e comunidades tradicionais.
No dia 17 de janeiro, povos e comunidades tradicionais, unidos a entidades e movimentos da sociedade civil que os apoiam, realizaram na cidade de São Luís uma plenária para fortalecer o pedido de decretação oficial da Resex pelo governo do Maranhão. A atividade teve como objetivo mobilizar mais pessoas em torno da discussão sobre a importância da Resex para todo o estado e garantir novas adesões à petição.
Em novembro do ano passado, durante a COP30 realizada em Belém, no Pará, Larissa Pereira, integrante da Justiça nos Trilhos, organização parceira de Salve a Floresta e que também compõem a frente de luta pela Resex Tauá-Mirim, conversou brevemente com a Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e com a primeira-dama do país, Janja Lula da Silva, sobre a importância da criação oficial da reserva. Ambas reconhecem a necessidade da decretação da Resex, mas sabem que, por se tratar de uma reserva estadual, o decreto deve ser assinado pelo governo do Maranhão.
A Resex Tauá-Mirim
O território da Resex Tauá-Mirim é formado pelas comunidades Taim, Rio dos Cachorros, Limoeiro, Porto Grande, Cajueiro, Vila Maranhão, Portinho, Jacamim, Amapá, Embaubal, Ilha Pequena e Tauá-Mirim. Cerca de 2.200 famílias vivem na região, que integra a Amazônia Legal e abriga uma rica biodiversidade, com florestas tropicais, rios extensos, manguezais e diversos ecossistemas.
As principais atividades econômicas são a pesca artesanal, a agricultura familiar e o extrativismo vegetal, modos de vida que contribuem diretamente para a conservação ambiental.
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