Petição terminada
Terror de óleo de palma em Honduras
Em Honduras, o povo está protestando contra a multiplicação das plantações de óleo de palma em suas terras. Gangues armadas estão aterrorizando a população. Dezenas de pessoas já foram mortas. E as zonas húmidas de importância ecológica na costa estão sendo drenadas para as monoculturas. Escreva ao governo do país
Para: Para o governo de Honduras, Sr. Porfirio Lobo Sosa, Presidente do Departamento de Justiça
“”As consequências fatais do boom mundial de óleo de palma podem ser observados em Honduras. Por causa da demanda e dos altos preços internacionais, a exportação de óleo de palma do país central americano está crescendo rápido demais. No ano passado, Honduras exportou 200.000 toneladas de óleo de palma, principalmente para o México.
O lado ruim: como as plantações de óleo de palma estão se espalhando mais e mais, eles destróiem a natureza e a agricultura rural. No nordeste do país, no distrito de Colón, as zonas húmidas ecologicamente importantes da costa do Caribe e do vale do rio Aguán estão sendo drenados. Os habitats ricos em espécies são destruidos para monoculturas estéreis de óleo de palma.
A indústria quer dobrar a área plantada de 135.000 hectares. Honduras já tem uma das taxas mais altas de desmatamento do mundo. Por causa de extração ilegal de madeira e da expansão de terras agrícolas, o país perde a cada ano de 80.000 a 120.000 hectares de floresta tropical - para sempre.
Os moradores sofrem por causa da falta de terra. Quadrilhas de criminosos a serviço da indústria de óleo de palma aterrorizam os camponeses, negros e minorias indígenas. Só no curso inferior do rio Aguán, 60 pessoas já foram mortas nos últimos dois anos. Muitos deles estavam envolvidos com os protestos populares e ocupações pacíficas das plantações de óleo de palma.
As pessoas que vivem perto do rio Aguán e nas aldeias das minorias negras (Garifunas) pedem ajuda internacional. Eles exigem que as autoridades hondurenhas reconhecam seus direitos à terra e protegam-os dos grupos armados.
Para: Para o governo de Honduras, Sr. Porfirio Lobo Sosa, Presidente do Departamento de Justiça
Prezados Senhoras e Senhores,
Os pequenos agricultores e indígenas garífunas em Honduras sofrem de graves conflitos de terra, causados principalmente pela expansão das plantações de óleo de palma.
Vallecito, Limón, Distrito Colón:
Paramilitares armados estão cercando a comunidade Africana Vallecito com motocicletas e veículos todo-o-terreno. Existe o perigo de um massacre de pessoas garífunas pacíficas que estão resistindo à expulsão de sua terra ancestral e legalmente reconhecido.
Nos últimos dias, várias partes do governo de Honduras foram informados do assédio, e da ameaça dos representantes das comunidades garífunas. Eles estão esperando a medição da terra do Vallecito - que lhes foi prometido pelo ministro César Ham do Instituto Nacional Agrícola. Ele não cumpriu o acordo até agora.
Perto do rio Aguán, Distrito Colón:
Desde setembro de 2009, já morreram 53 pessoas por causo do conflito, eles trabalhavam para organizações de agricultores da terra; um jornalista e sua família também foram mortos.
- Quero que estes crimes e as violações dos direitos humanos no rio Aguán sejam investigados rapidamente.
Os responsáveis e instigadores destes eventos devem ser punidos.
- O direito dos agricultores à terra deve que ser respeitado e as decisões judiciais tenham que ser implementadas.
Além disso, exorto que,
- a expansão das plantações de palmeiras de óleo seja parada,
- que o povo Garifuna em Vallecito e os camponeses que vivam no rio Aguán sejam protegidos.
- O massacre iminente tem que ser evitado e as gangues paramilitares e os bandidos, que estão intimidando os camponeses, devem ser desarmados.
- Parem a repressão, perseguição e violência contra os membros das comunidades agrícolas e Garifunas.
O governo de Honduras é responsável pelo bem-estar das aldeias garifunas que recebem o apoio da organização OFRANEH e das pessoas do rio Aguán.
Os conflitos tenham que ser resolvidos urgentemente, de maneira justa e pacífia, sob a observância dos direitos humanos. Acabem com a violência, a repressão e a criminalização dos agricultores.
Com os melhores cumprimentos,