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Petição terminada
Terror de óleo de palma em Honduras

55.975 participantes

Em Honduras, o povo está protestando contra a multiplicação das plantações de óleo de palma em suas terras. Gan­gues armadas estão aterrorizando a população. Dezenas de pessoas já foram mortas. E as zonas húmidas de importância ecológica na costa estão sendo drenadas para as monoculturas. Escreva ao governo do país

Apelo

Para: Para o governo de Honduras, Sr. Porfirio Lobo Sosa, Presidente do Departamento de Justiça

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As consequências fatais do boom mundial de óleo de palma podem ser observados em Honduras. Por causa da demanda e dos altos preços internacionais, a exportação de óleo de palma do país central americano está crescendo rápido demais. No ano passado, Honduras exportou 200.000 toneladas de óleo de palma, principalmente para o México.

O lado ruim: como as plantações de óleo de palma estão se espalhando mais e mais, eles destróiem a natureza e a agricultura rural. No nordeste do país, no distrito de Colón, as zonas húmidas ecologicamente importantes da costa do Caribe e do vale do rio Aguán estão sendo drenados. Os habitats ricos em espécies são destruidos para monoculturas estéreis de óleo de palma.

A indústria quer dobrar a área plantada de 135.000 hectares. Honduras já tem uma das taxas mais altas de desmatamento do mundo. Por causa de extração ilegal de madeira e da expansão de terras agrícolas, o país perde a cada ano de 80.000 a 120.000 hectares de floresta tropical - para sempre.

Os moradores sofrem por causa da falta de terra. Quadrilhas de criminosos a serviço da indústria de óleo de palma aterrorizam os camponeses, negros e minorias indígenas. Só no curso inferior do rio Aguán, 60 pessoas já foram mortas nos últimos dois anos. Muitos deles estavam envolvidos com os protestos populares e ocupações pacíficas das plantações de óleo de palma.

As pessoas que vivem perto do rio Aguán e nas aldeias das minorias negras (Garifunas) pedem ajuda internacional. Eles exigem que as autoridades hondurenhas reconhecam seus direitos à terra e protegam-os dos grupos armados.

Carta

Para: Para o governo de Honduras, Sr. Porfirio Lobo Sosa, Presidente do Departamento de Justiça

Prezados Senhoras e Senhores,

Os pequenos agricultores e indígenas garífunas em Honduras sofrem de graves conflitos de terra, causados principalmente pela expansão das plantações de óleo de palma.

Vallecito, Limón, Distrito Colón:
Paramilitares armados estão cercando a comunidade Africana Vallecito com motocicletas e veículos todo-o-terreno. Existe o perigo de um massacre de pessoas garífunas pacíficas que estão resistindo à expulsão de sua terra ancestral e legalmente reconhecido.

Nos últimos dias, várias partes do governo de Honduras foram informados do assédio, e da ameaça dos representantes das comunidades garífunas. Eles estão esperando a medição da terra do Vallecito - que lhes foi prometido pelo ministro César Ham do Instituto Nacional Agrícola. Ele não cumpriu o acordo até agora.

Perto do rio Aguán, Distrito Colón:
Desde setembro de 2009, já morreram 53 pessoas por causo do conflito, eles trabalhavam para organizações de agricultores da terra; um jornalista e sua família também foram mortos.

- Quero que estes crimes e as violações dos direitos humanos no rio Aguán sejam investigados rapidamente.
Os responsáveis e instigadores destes eventos devem ser punidos.
- O direito dos agricultores à terra deve que ser respeitado e as decisões judiciais tenham que ser implementadas.

Além disso, exorto que,
- a expansão das plantações de palmeiras de óleo seja parada,
- que o povo Garifuna em Vallecito e os camponeses que vivam no rio Aguán sejam protegidos.
- O massacre iminente tem que ser evitado e as gangues paramilitares e os bandidos, que estão intimidando os camponeses, devem ser desarmados.
- Parem a repressão, perseguição e violência contra os membros das comunidades agrícolas e Garifunas.

O governo de Honduras é responsável pelo bem-estar das aldeias garifunas que recebem o apoio da organização OFRANEH e das pessoas do rio Aguán.

Os conflitos tenham que ser resolvidos urgentemente, de maneira justa e pacífia, sob a observância dos direitos humanos. Acabem com a violência, a repressão e a criminalização dos agricultores.

Com os melhores cumprimentos,

Esta petição está disponível, ainda, nas seguintes línguas:

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